segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Soneto da Distância V - Delírios

Longe do fim, caminho na direção contrária
aos que meus sentidos dizem o certo
o contato está mais que desgastado
Queria que ficasse aqui, por perto.

Mas a distância é implacável
Não há remédios, as chagas estão abertas
Não vejo fim para meu sofrimento
E para meus problemas faltam soluções concretas.

A noite, sonho com o teu toque
Carícias entre carinhos
Ao acordar, entro em choque

A pele macia não esta em meus caminhos
Os beijos ardentes quero que convoque
para saciar meus desejos em meio a espinhos.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Soneto da Distância IV - O Bombardeio sentimental.

Ouço sons de metralhadoras
Aviões dando vôos rasantes
Não tenho onde me esconder
Nada que eu havia pensado antes.

Fui atingido em cheio
Nem vi de onde veio o tiro
Quem estava lá pra ajudar?
Você estava, pessoa que eu tanto admiro.

Viu em meus olhos o orvalho,
eu soluçava de dor e decepção,
e você tentava juntar meus retalhos.

Seria isso uma nova demonstração?
o renascer de um velho carvalho?
ou apenas mais uma ilusão?

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Soneto da Distância III - O fim da Magia.

Como uma criança que observa o circo
eu estava observando teus passos
meus olhos fecharam e depois abriram
e tudo desapareceu, ouvia apenas os passaros.

Que anunciavam o fim do verão
e a chegada do outono, o secar das folhas
e o cair das mesmas, que outrora eram verdes
como o manto sagrado do meu Palmeiras.

Hoje, vivo pensando em mais do que em ti
Não me passa pela cabeça momentos nossos
e nem problema de você não estar aqui

E a chuva lava minhas mágoas, enche os poços
do granito que batia em frenesi
que hoje é coração e não mais destroços.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Soneto da Distância II - Desilusões.

O mundo me rodeia, desentendimento
seus cabelos me faltam o cheiro,
o toque macio das mãos em meu rosto
maldito sentimento que sou prisioneiro!

Não há respostas para minhas perguntas
tudo que eu tenho são hipóteses, futilidades.
Não posso pensar em nada mais
além das distância separa nossas cidades.

Puro, grotesco, desenfreado!
Bastardo, de nada nasceu!
Para o inferno, amaldiçoado!

Quem sofre, apenas eu.
Pobre jovem, alucinado.
E a cada batida do coração, doeu.