terça-feira, 9 de março de 2010

Soneto da Distância VII - A última dança

Estasiado dos meus toques em ti
Esqueço que a eternindade não é minha
Todos nossos momentos se vão
e ao esquecimento tudo caminha

Você se vai, e eu perco o chão
Caio sentindo dor, agonia, opressão
Ao ouvir dos teus lábios que não sou teu
Matam minha alma e a enterram em escuridão

Eu sempre serei lembrado como sofredor
Mas não mais viverei como tal.
Com meu coração despedaçado de dor

Tirarei minha vida, como um covarde abissal
Não mais serei traído pela doçura do amor
E assim que é meu fim, banal, torrencial, fatal.

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"A morte é a primeira dança, eterna
Engano é a segunda, sem final
Agora o irmão abastado e irmão pobre sabem que a terceira é o amor.

O amor é a dança da Eternidade"

Dream Theater - Metropolis Pt.1: "The Miracle and The Sleeper".

quinta-feira, 4 de março de 2010

Soneto da Distância VI - O ato Principal

Com a vista embaçada das lágrimas
vejo alguém se aproximando,
meu coração bate apressado.
Sim! A pessoa que estou amando!

Caio em teus braços, segurando firme,
tento alcançar teus lábios com os meus,
toco tudo que minhas mãos ansiosas alcançam,
posso ouvir meus suspiros juntos aos teus.

Perco a noção de tempo e espaço,
tudo que sinto é teu corpo quente
e minha consciência esmaecendo em teu abraço.

Corpo, alma, espírito e mente
sincronizados em meio aos amassos!
Estou explodindo de prazer, antes latente!