Eu não costumo começar um texto com frases clichê, mas realmente o tempo passou e as coisas mudaram substancialmente desda última vez que escrevi por aqui. Eu estou super agradecido por esse blog ainda existir. As coisas que eu poste nele, lidas ou não, são importantes para mim.
Uma das palavras desse momento que vivo hoje é instabilidade. Seja ela emocional, sentimental, financeira, profissional, social e cívica. Na verdade, eu não tenho nenhuma certeza do futuro que me espera. Isso está pesando muito profundamente dentro do meu peito e eu não consigo ver uma saída para tanta instabilidade
O ano de 2016 parecia promissor e veio com diversas mudanças monumentais na minha vida, muita coisa errada aconteceu, muita coisa certa aconteceu também. Olho para trás e vejo que as coisas estão mudando com uma velocidade assombrosa. Sinto que estou chegando, finalmente, à idade adulta, onde as responsabilidades e as incertezas da vida se agigantam diante de nossos olhos e o desespero toca nosso coração.
O engraçado é que o último texto antes desse publicado aqui é agradecendo ao namoro que estava vivendo na época, foram cinco anos incríveis com uma pessoa incrível, mas esses últimos meses foram bem difíceis para aguentar a barra do término. Mesmo que as coisas estivessem andando bem, é muito difícil aceitar que coisas boas acabam, mesmo que você tenha posto o ponto final. Eu me senti passando pelos cinco estágios da dor e me vejo, de certa forma, resolvido com esse problema... o que me fez começar a pensar em outras coisas...
Antes de eu começar a namorar, lá nos longínquos tempos de 2010, eu sentia uma dificuldade enorme em sentir algum sentimento mais forte por pessoas que me rodeiam e eu percebi, hoje, que essa dificuldade perdura. Já tive diversas situações nesses meses que estou andando sem rumo que minha dificuldade "para me apegar" a alguém gerasse desconfortos pra mim e pra quem estava comigo. Sorte minha (?) que hoje eu tenho um paradigma diferente em relação à essa minha dificuldade e estou caminhando firme, seguro e andando em direção a novas aventuras no meu mundo sentimental e emocional.
O grande peso nesse pequeno relato, é o fato de eu estar completamente desacreditado e desmotivado do meu trabalho e até do ambiente em que estou vivendo hoje. Eu amo meus amigos e familiares, mas sinto que eu tenho que passar um tempo fora de Guarulhos, ou de São Paulo, para colocar minha vida nos eixos, além de ter oportunidades para pensar e amadurecer novas ideias e projetos. Eu sei que eu não vou aguentar ter uma vida parecida com a que tenho agora.
O que pode parecer até meio esquizofrênico é: eu adoro ser professor, dentro da sala de aula. Fora da sala de aula, ser professor é um grande sacrifício. Eu tenho certeza que eu não estou satisfeito com o preço que eu tenho que pagar para fazer uma coisa que eu amo muito fazer. Isso não vai mudar. Eu tenho que mudar.
Uma parede se ergueu em frente aos meus olhos. A parece está crescendo, crescendo, crescendo. A perder de vista. Eu não sei onde eu quero ir e nem qual caminho trilhar. Parece que começar do zero seria muito duro, mas talvez necessário. Mais uma incerteza.
É, acho que tô precisando de férias, de verdade, não aquelas férias que passei em casa 90% do tempo em casa, jogando, mas um tempo pra refletir sobre minhas decisões e os caminhos que quero seguir em minha vida.