quinta-feira, 6 de maio de 2010

A decepção futebolistica.

Quinta-feira é dia de muitas alegrias, times que jogaram bem, fizeram seus gols e tomaram menos do que fizeram.

Mas e aqueles que não alcançaram o objetivo?

Hoje acordei como se um pedaço do meu coração estivesse faltando, e com um mal humor federal. A eliminação do Palmeiras pelo Atlético Goianiense não doeu só pela eliminação, mas pelo fato de que éramos considerados favoritos.

Por que estou assim? Dois motivos:

1 - A Copa do Brasil era nossa maior esperança de títulos esse ano, estava tudo ocorrendo razoavelmente bem, e nem liguei pela eliminação precoce do Paulistão. Mas pra mim, a CB nós tinhamos que ganhar! E não é fácil perder assim, ainda mais sendo pro TAL DE ATLÉTICO GOIANIENSE. Quem são esses caras??? Eu nunca tinha ouvido falar desse time!!! E meu Palmeiras perder assim!? Eu fiquei tão possesso de raiva, xinguei, bati na mesa, xinguei de novo e tirei minha camisa e joguei no chão do banheiro. Eu realmente fiquei com raiva de tanta falta de sorte e incompetência... Mas eu não sei de quem.

2 - Esse é o segundo motivo: De quem é a culpa? Do técnico, Zago, Inexperiente? Do plantel? Que ao olharmos, vimos que é até um bom plantel, fora os jogadores que fazem corpo mole (A.K.A. Diego Souza, e o cara das trancinhas rubro negras, quem eu nunca vou perdoar, principal culpado pela perta do Campeonato Brasileiro de 2009.), mas com algumas carências, ao exemplo de um atacante de peso (não igual ao Ronaldo, falaremos dele mais tarde). Da diretoria? A questão é: EU NÃO SEI! E também não tenho nem esperanças disso mudar tão cedo. Não vejo ninguém correndo atrás de melhorias para o Palmeiras. Isso me deixa triste.

E vamos continuar mais 10 anos sem títulos de expressão... Sendo sempre coajduvantes dos grandes campeonatos, ou até mesmo protagonistas, que no final, perdem o brilho se tornando uns personagens sem importância.

QUERO RAÇA! QUERO VITÓRIAS! QUERO TÍTULOS, CAZZO!

Mas pra fechar esse meu desabafo de forma alegre, quero agradecer o time que sempre me dá alegrias. Valeu Curintia! Que mesmo com um time cheio de estrelas (e uma lua), não foi muito pra frente em seu principal objetivo no seu ano de centenário, com cara de centernada.

Mas entendo o que todos os corinthianos estão sentindo... o mesmo que eu.

Por enquanto, eu desisto do futebol, ando me decepcionando muito.

Pra mim, futebol, só no vídeo game.

terça-feira, 9 de março de 2010

Soneto da Distância VII - A última dança

Estasiado dos meus toques em ti
Esqueço que a eternindade não é minha
Todos nossos momentos se vão
e ao esquecimento tudo caminha

Você se vai, e eu perco o chão
Caio sentindo dor, agonia, opressão
Ao ouvir dos teus lábios que não sou teu
Matam minha alma e a enterram em escuridão

Eu sempre serei lembrado como sofredor
Mas não mais viverei como tal.
Com meu coração despedaçado de dor

Tirarei minha vida, como um covarde abissal
Não mais serei traído pela doçura do amor
E assim que é meu fim, banal, torrencial, fatal.

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"A morte é a primeira dança, eterna
Engano é a segunda, sem final
Agora o irmão abastado e irmão pobre sabem que a terceira é o amor.

O amor é a dança da Eternidade"

Dream Theater - Metropolis Pt.1: "The Miracle and The Sleeper".

quinta-feira, 4 de março de 2010

Soneto da Distância VI - O ato Principal

Com a vista embaçada das lágrimas
vejo alguém se aproximando,
meu coração bate apressado.
Sim! A pessoa que estou amando!

Caio em teus braços, segurando firme,
tento alcançar teus lábios com os meus,
toco tudo que minhas mãos ansiosas alcançam,
posso ouvir meus suspiros juntos aos teus.

Perco a noção de tempo e espaço,
tudo que sinto é teu corpo quente
e minha consciência esmaecendo em teu abraço.

Corpo, alma, espírito e mente
sincronizados em meio aos amassos!
Estou explodindo de prazer, antes latente!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Soneto da Distância V - Delírios

Longe do fim, caminho na direção contrária
aos que meus sentidos dizem o certo
o contato está mais que desgastado
Queria que ficasse aqui, por perto.

Mas a distância é implacável
Não há remédios, as chagas estão abertas
Não vejo fim para meu sofrimento
E para meus problemas faltam soluções concretas.

A noite, sonho com o teu toque
Carícias entre carinhos
Ao acordar, entro em choque

A pele macia não esta em meus caminhos
Os beijos ardentes quero que convoque
para saciar meus desejos em meio a espinhos.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Soneto da Distância IV - O Bombardeio sentimental.

Ouço sons de metralhadoras
Aviões dando vôos rasantes
Não tenho onde me esconder
Nada que eu havia pensado antes.

Fui atingido em cheio
Nem vi de onde veio o tiro
Quem estava lá pra ajudar?
Você estava, pessoa que eu tanto admiro.

Viu em meus olhos o orvalho,
eu soluçava de dor e decepção,
e você tentava juntar meus retalhos.

Seria isso uma nova demonstração?
o renascer de um velho carvalho?
ou apenas mais uma ilusão?

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Soneto da Distância III - O fim da Magia.

Como uma criança que observa o circo
eu estava observando teus passos
meus olhos fecharam e depois abriram
e tudo desapareceu, ouvia apenas os passaros.

Que anunciavam o fim do verão
e a chegada do outono, o secar das folhas
e o cair das mesmas, que outrora eram verdes
como o manto sagrado do meu Palmeiras.

Hoje, vivo pensando em mais do que em ti
Não me passa pela cabeça momentos nossos
e nem problema de você não estar aqui

E a chuva lava minhas mágoas, enche os poços
do granito que batia em frenesi
que hoje é coração e não mais destroços.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Soneto da Distância II - Desilusões.

O mundo me rodeia, desentendimento
seus cabelos me faltam o cheiro,
o toque macio das mãos em meu rosto
maldito sentimento que sou prisioneiro!

Não há respostas para minhas perguntas
tudo que eu tenho são hipóteses, futilidades.
Não posso pensar em nada mais
além das distância separa nossas cidades.

Puro, grotesco, desenfreado!
Bastardo, de nada nasceu!
Para o inferno, amaldiçoado!

Quem sofre, apenas eu.
Pobre jovem, alucinado.
E a cada batida do coração, doeu.